01 – Eu e o Outro

Um frêmito
Basta um, só um,
Um frêmito
E, então, um qualquer-tudo acontece
Um frêmito
E o que é isso?
A gente ouve e repete,
Ouve e repete,
A gente até canta,
Canta e canta,
Repete e repete,
E fica sem saber mesmo.
Um frêmito?
Uma palavra; palavras…
Mania doida de querer entender…
Pra que entender?
Pra que?
Pra fazer caber o que não tem jeito?
O que cabe é ser, só,
Sentir, experienciar,
O que cabe é respeitar o muito do incabível,
A multitude de um frêmito,
De um só,
Que reconheço que há em mim, no outro,
Em cada um de vocês aqui.
Fagulha de sonho
Grão de mostarda
Cisco de vontade
Asas de borboleta
Hélices de tufão
A potência de um sorriso
Os kilowatts de alma de um belo e sonoro
.”boa noite!”
Boa noite!!!
E que assim seja, mesmo,
Uma noite de luzes da luz
Uma boa noite de luz solar,
Num frêmito
A transubstanciar,
Rumo ao ser sol.Ser Sol

02 – Céu
03 – Luz na Montanha

É assim:
A montanha sustenta a cidade;
As paredes e as pilastras sustentam o teto;
Já a luz, o que a sustenta pode ser a energia elétrica,
Ou o combustível: o óleo, a cera da vela, a querosene.
O caule sustenta a flor,
O tronco sustenta a copa,
As pernas sustentam o corpo…
E por aí vai.
Mas eu me pergunto e pergunto a vocês:
O que sustenta o sonho?
Uai, sustentar, pra mim, é manter no alto!
E isso é coisa que exige esforço.
É um trem custoso…
Acaba mesmo sendo uma luta contra a natureza.
A gravidade, essa força implacável!
Puxa tudo pra baixo, tudo!
Daí que, manter alguma coisa acima do chão requer esforço de sustentação.
Sustentar um lar,
Sustentar um grupo,
Sustentar uma nota soando,
Sustentar um sonho…
Como sustentar um sonho?
Com o que?
Quem sonha quer que o sonho se concretize.
Mas o problema é que concreto pesa…
E sonhos não são balões a gás.
Mesmo os grandes, os dirigíveis,
Nós desistimos deles depois de alguns desastres.
E então, o que sustenta o sonho?
Gente, a dúvida é séria!
Séria porque é o sonho que sustenta a vida!
Ou seja, sustentar o sonho é sobreviver,
é viver!
É sustentar a vibração divina.
Ó, estrela! Ó, estrela!
Nesta noite escura, a vibrar, iluminar os meus caminhos,
Faz religar as minhas raízes à cruz que sustentas no céu!
Ó, estrela! O que é que te sustenta?

04 – Fraterna Flor

As bençãos tão esperadas à Pátria do Evangelho se derramam nestes momentos de agito.
Não trajadas das facilidades aguardadas, mas explícitas no amadurecimento, na evolução realizada.
O Coração do Mundo se faz o coração do homem e nos convida ao ajustamento de nossas posições e de nossos compromissos na relação com o outro.
Olhemos em nossa intimidade e tomemos o que for, agora, nossa responsabilidade.
Que tudo seja por nos amarmos.

05 – Estrela Polar

Mais flores! Mais flores!
Flor, promessa do fruto.
Mais luzes! Mais luzes!
Luz, promessa de certeza.
Certeza do acerto.
Certeza do fruto.
Certeza da chegada.
Nós, aqui, vamos chegar.
Queremos voltar a ti, ó Pai!
Nós, aqui, luzes, mais luzes,
Ansiamos a mãe luz.
E chegar é certo!
É tão certo como os tempos são outros.
As luzes são outras,
Como são outros os circos e os leões.
Mas os cantos são os mesmos daquelas catacumbas,
Porque as dores são as mesmas daqueles corações.
Queremos voltar a ti, ó Pai!
E o faremos nas asas dos cantos,
Cantos das mesmas dores.
Porque cantar junto é gládio poderoso!
Isso é desde que a gente é a gente,
Desde que a gente aprendeu a sublimar as mesmas dores,
traduzindo as dores em palavras melódicas.
Nós, aqui, hoje, fomos chamados a cantar,
A ajudar a sustentar um sonho pelo canto,
A cantar para aliviar a dor,
Nossas dores, as mesmas dores
Daqueles tempos;
A cantar o Verbo em verbos diversos.
E, de verso em verso,
Verte-se o sonho em seu inverso: o fato!
Assim, pedimos licença à senhora,
Mãe do Verbo,
Para, de novo, entoar o canto
Em meio à mesma dor,
Dor, mãe dos sonhos:
“Canta, minha filha!
Cantai, meus filhos!”

06 – Teófilo
07 – Vaso Escolhido

Ama, trabalha, espera, perdoa.
Ama, trabalha, espera, perdoa.
Que os conselhos de Abigail a Paulo nos guiem sempre!
Eis o roteiro! Que assim seja!
E esse, certamente, também é o roteiro dos amigos responsáveis por esta noite.
Vocês já devem saber que esta apresentação foi concedida em benefício do Grupo Espírita Luzes da Luz.
Vamos contar um pouco dessa história.
O grupo nasceu de uma conjunção de propósitos de profissionais de enfermagem que atuavam no Hospital das Clínicas, da UFMG.
Isso foi em 2005.
Daí, esses amigos começaram a se reunir nas próprias casas, de forma itinerante, para estudar o Espiritismo e as Escrituras.
E o nome do grupo, é verdade: veio da música de Tim e Vanessa, composta por Tim e Gladston Lage.
Vejam só o nível de comprometimento com a arte, com a canção espírita! Podem ser diversas as canções inspiradas pelo trabalho realizado pelas instituições espíritas. Mas uma canção inspirar a criação de uma instituição, olha, isso é raro!
Já tem 13 anos que o grupo está instalado no bairro da Graça, aqui em Belo Horizonte, em uma casa emprestada por um de seus fundadores.
Desde então, o Luzes da Luz vem realizando diversas iniciativas para levantar recursos com o objetivo de construir sua sede própria.
E faz parte desse esforço, desse sonho belo e concreto, esta apresentação, que recebeu o nome Construindo Luzes.
Ama, trabalha, espera, perdoa,
Luzes amigas, asserenai, eis o roteiro: segue Jesus!
O que as luzes querem, anseiam, é se fixar em definitivo na Graça.
Mas, para tanto, como escolheram seguir Jesus, o roteiro, têm que viver este momento aqui, no Monte Calvário!
Cada conquista tem seus custos. E nós buscarmos honrá-los cantando.
As canções, que dão nome a nossos melhores anseios, são as asas doces pelas quais podemos despertar para nossos sonhos de harmonia.

08 – Despertar
09 – Sonhos de Harmonia

O Verbos de Versos tem pelo menos três pontos em comum com o grupo Luzes da Luz, sem contar a nossa gênese na Doutrina Espírita.
O primeiro é o ano de nascimento, praticamente o mesmo. Por isso, no nosso caso, a relação de contemporaneidade tem uma marca mais acentuada.
Uma segunda semelhança, óbvia, é o compromisso com a canção dedicada à Doutrina e ao Evangelho.
Isso está no DNA do Verbos, que foi gestado para registrar e espargir as canções compostas dentro do movimento de mocidades espíritas de Contagem.
Assim se fez o repertório do grupo e também seus álbuns, que são três até agora: Bom Combate, Trilhos e Religare.
Essas são as nossas luzes da luz, essa é a luz das luzes que nos aponta: segue Jesus!
Sim, nós cremos e supomos saber da capacidade da música espírita de irrigar o solo dos corações para depositar na profundidade deles a semente das boas novas.
E estes são os Verbos de Versos:
APRESENTAÇÃO DOS INTEGRANTES.
Nós vamos apresentar agora uma canção baseada no Evangelho. Ela conta de uma menina dada como morta e de seu pai, que, como último recurso de salvação, recorre ao Mestre. O nome desse pai é Jairo. E a canção se chama Aceita, do álbum Religare.

10 – Aceita
11 – João do Cristo

Já estamos quase no fim, pessoal… aaaaahhh
Mas antes das últimas músicas, vamos falar do terceiro ponto em comum que temos com o Grupo Luzes da Luz. Esse ponto se chama família!
E às nossas famílias, os nossos sonhos de harmonia, e às famílias de vocês dedicamos esta apresentação.
Desde sempre nutrimos a certeza de que nossa união, dedicada ao ideal espírita, só poderia ser um sonho a se concretizar se nossas famílias também fizessem parte dessa composição.
Somos amigos, nossas famílias são amigas e este grupo, em muito boa medida, desempenha também um papel familiar para cada um de nós. E temos a certeza de que assim também é para os amigos do Luzes da Luz.
Quando eles contam a história do grupo, reforçam que o componente familiar é um pilar da instituição.
Olha, nós, espíritas, somos convidados desde 1857 a conhecer as razões que nos levaram a reencarnar por meio de nossos pais e com nossos irmãos.
E por que nos associamos àquelas almas pelas quais recebemos nossos filhos.
Eis as luzes das luzes, a família.
Por ela e com ela aprendemos a amar e a ser os reis da criação, como portadores da real realeza.
Por essa divina oportunidade, somos gratos ao Pai pelos filhos que nos confiou.
Afinal, sempre é momento propício para semear.
Sempre é o instante em que devemos começar.
E nós, aqui, vamos terminando!
Esperamos que tenham sido alegres e agradáveis estes frêmitos luminosos em versos cantados.
Muito obrigado!

12 – Semeadores
13 – Flor de Assis

Ficha Técnica

Produção:

– Comunidade Espírita Cristão Luzes da Luz
– Grupo Verbos de Versos

Cast:

Clarineta: Wagno Macedo
Violões: Eduardo Sampaio, João Gualberto e Wederson Gonçalves
Teclado e Escaleta: Rúbio Marçal
Vozes: Cristina Malta, Emanuele, Sandra Som, Saulo, João Gualberto, Wederson